sexta-feira, dezembro 09, 2005

Para decifrar uma Mulher...

'Pois': É a palavra que a mulher usa para acabar uma discussão quando ela decidiu que tem razão e quer mandar calar o homem, o qual ainda não entendeu quem tem mesmo razão.

'Cinco minutos': Se ela está a vestir-se, significa meia hora; "cinco minutos" só quer mesmo dizer "cinco minutos" se o homem pediu "cinco minutos" para ver o fim do jogo antes de ajudar na cozinha, levar o saco do lixo à rua, ou reparar o interruptor.

'Não é nada': Deve ser interpretado como a calma antes da tempestade. Significa"alguma coisa", e é sempre um sinal de alarme. As discussões começam com"Não é nada", e costumam acabar com "Pois."

'Faz como quiseres...': É sempre um desafio, nunca uma autorização. O homem corre perigo sério se tentar fazer como quer!

Suspiro profundo: Na realidade não é uma palavra, mas uma afirmação não verbal que os homens raramente compreendem. O suspiro significa que o homem é um idiota, e que ela pergunta a si mesma de que serve perder tempo a discutir com um idiota quase sempre a propósito de "nada"

'Está bem': É uma das afirmações mais perigosas que uma mulher pode fazer a um homem. "Está bem" significa que ela vai pensar bastante antes de decidir como e quando o homem vai pagar o mais caro possível pelo seu erro.

'Obrigado...': Não é aconselhável tentar saber o que ela está a agradecer. O homema cabará por descobrir qual o preço a pagar.

'Como queiras': É a maneira de uma mulher chamar "seu $@&#%[1]!" ao homem.

2 Comentários:

Blogger Diogo_de_Torres disse...

Fernanda, um abraço deste teu amigo antigo

5:30 da tarde  
Anonymous Jorge Castela disse...

A publicar na próxima 6.ª feira, 16 de Dezembro de 2005, no Semanário VIDA ECONÒMICA, COLUNA/Secção: “Investor Relations”/“MERCADOS”

Crónica n.º 66 (Novembro de 2005)
TÍTULO: “ Mercados, Liberdade e Dogmas”

Por: M. Jorge C. Castela
Economista (jorge.castela@mail.telepac.pt)

Quando assistimos a uma agressão continua, bárbara e injusta a um grupo alvo de valores, impõe–se (quanto mais não seja por dever cívico...) lutar contra essa corrente. Neste contexto, em que domina um pensamento mainstream feito de chavões e “frases feitas”, (invariavelmente sem qualquer conteúdo, ou sequer objectivo que não “encarneirar” pelas modas impostas pelos “radicais-chiques” que se entretêm a, diletantemente, “fazer opinião” e a promover o “pensamento único”), importa exercitar um dos poucos meios que ainda nos resta, mesmo que nos tais valores não nos revejamos, como, aliás, é o caso.
Habituados à democracia, transparência e liberdade, valores genuínos que são a essência dos Mercados – e dos Mercados Financeiros em particular… que só não é mais extensa, aberta e cristalina por força dos poderosos constrangimentos, fiscais e outros, que lhe vão sendo impostos pelo Estado! – onde, apesar da feroz e saudável competição, nenhuma troca resiste a um desrespeito pelos princípios, interesses, posições e opiniões dos demais intervenientes, torna-se aviltante e, mesmo ridícula, esta “necessidade” dos “iluminados” do fundamentalismo anti-católico, de inspiração “abortista” e “gay” (e, já agora, porque também sempre “fica muito bem” – e onde estão “muito bem acompanhados” por fundamentalistas de outras filiações… – “contra o Bush”), quererem impor as suas “cartilhas” e obsessões “fascistóides” a todos nós que, paciente e democraticamente, os vamos ouvindo e lendo nesse matraquear.
Refiro-me, para que não seja acusado do mesmo libelo com que se vão também entretendo a vilipendiar um candidato presidencial, às questões com que recorrentemente vão tentando “fracturar” (e facturar) um debate que deveria ser científico e sério, mas que querem tão “crispado” quanto opacas são as suas “certezas”: primeiro com a “magna” questão do “aborto”, depois, com a da “homossexualidade” e, mais recentemente, com a sua fúria (nazi) contra o “crucifixo”. “Bons pretextos” para “assassinar” a Igreja Católica à face dos seus crentes mas não, estranhamente, os dogmas do fundamentalismo islâmico que perdoam e até “compreendem” quando este inspira a chacina de civis inocentes, seja em atentados terroristas dos chamados bombistas-“suicidas” que vêm assassinando dezenas de milhares de “esquecidos” xiitas, curdos e… ocidentais, em nome de “valores” que impõem com uma violência extrema sobre todos os homens, mulheres, de “véu” ou “burka” (e, também sobre os que não são nem uma coisa nem outra, sejam católicos ou muçulmanos….).
“Dois pesos e duas medidas”!…
Esclareço, para que fique claro, que não sou católico, aliás, não professo qualquer religião, não reconheço qualquer Deus ou Dogma. Respeito a “fé” de quem a sente e as opções de todas as confissões e credos, tanto quanto respeito todas as orientações sexuais, políticas e ideológicas… mas tal não me inibe de ter as minhas próprias opções e opiniões, de livremente as exprimir, mas sem nunca tentar impô-las aos demais, antes me expondo ao seu debate quando confrontado com os que pretendem impor os seus “dogmas” como “verdades absolutas” de uma “inquestionável sapiência” (leia-se arrogância cega e por vezes, mesmo, estúpida).
Por isso não sou contra o “crucifixo”, da mesma maneira que não sou contra o Natal ou as iluminações financiadas pelos nossos Impostos que, nesta época, enfeitam as nossas ruas… se fosse, em coerência, seria contra as Férias (e Subsídio) de Natal e da Páscoa, como seria contra todos os “Feriados religiosos” que povoam o calendário da nossa “República laica” – já estou a imaginar os seus arautos a darem entrevistas e a manifestarem-se na rua, ao lado do “patronato”, a reivindicar o fim destas “liberdades”…aí e aqui os combateria.
Não sou contra os Comunistas. Respeito, embora deles discorde profundamente, todos aqueles que o sendo defendem a ditadura do proletariado e a luta de classes, professando os ideais de Marx, Engels, Lenine, Estaline e Mao. Combato estes, mas já sem o mesmo respeito intelectual, todos aqueles que, no “PC” ou no “Bloco”, sob o “manto” das “ideologias de esquerda” mais não são do que oportunistas sem princípios que nos querem impor a sua vontade de exercer um poder “fascista de fachada socialista”, cujos resultados, como em relação ao nazismo, a História vai desvendando nas atrocidades que impuseram não só aos povos submetidos à “cortina de ferro”, mas aos de todas as Colónias que, por exemplo, a URSS ou Cuba, ocuparam em África ou na Ásia, cuja herança o Mundo ainda sofre, ao deixar perpetuar as Ditaduras facínoras dos títeres que sobreviveram à queda do Império “soviético”.
Por isso não sou contra os Imigrantes. Seres Humanos que, afinal, são vítimas da fome, da miséria, do totalitarismo que alimentam o fascínio “radical-chique” que, com um exercício de “retórica” imbecil, instrumentalizam no seu ódio àqueles que tudo fazem para mitigar o seu sofrimento (os “americanos”, os “padres” e demais “apaniguados” do “Grande Satã”…). Porque se algo mais é feito no sentido de libertar esses povos de ditaduras sanguinárias (v.g., a Guerra ao Terrorismo, a “invasão do Iraque”,…), já não são os Direitos Humanos que interessa proteger, mas sim minar todos os esforços conducentes a lutar pela Liberdade e pela Democracia no Mundo, perante a total inércia e inépcia das “Nações Unidas”.
Também não sou contra as mulheres que “abortam”, mas sim e inequivocamente, contra todos aqueles que defendem o “aborto” contra a Vida e a Liberdade de todos os que merecem nascer, como cada um de nós, para podermos exercer todos os nossos Direitos, a começar pelo da existência.
Não por qualquer questão religiosa (nada tenho, aliás, contra a liberdade de, sendo adulto e consciente, cada um de nós, a nossas expensas, possa exercer o “direito de morrer”, sem implicar alguém na “ajuda ao suicídio”), mas tão só porque entendo tratar-se de um Crime contra a Vida e, ademais, um Crime Económico.
O “aborto”, fazendo uma sumária “análise económica do direito” (de uma matéria a que regressarei quando se voltar a falar do problema do famoso “Referendo” e sempre que se fale em “Crise da Segurança Social” ou em opiniões xenófobas contra os Imigrantes) é, sem equívocos, um crime cujo tipo objectivo de ilícito contém, prima facie, um bem jurídico protegido, que é a vida intra-uterina. Além disso, prevê a conduta proibida: fazer abortar. Estamos perante um crime de dano-violação, uma vez que há crime quando se lesa o bem jurídico, não quando se põe em perigo. Por outro lado, é um crime material, pois para se consumar a conduta, tem de se produzir determinado resultado.
O agente do crime de aborto pode ser qualquer um, pois este é um crime que não exige qualidades especiais do agente, um crime comum. Quanto aos elementos subjectivos, o crime de aborto é doloso, onde quer que o situemos na construção global do crime.
Sendo possível afirmar que uma “vida humana não vale nada”… em termos económicos, vale o brocado de que nada tem uma maior “utilidade” (valor) do que uma Vida Humana! Num contexto em que se acentua uma redução das Taxas de Natalidade, concomitante com um envelhecimento progressivo da população, com as inerentes pressões sobre as Contas públicas da Segurança Social e sobre a base tributária com que se alimentam os Orçamentos de Estado, face à aparente incompressibilidade das Despesa Públicas (que retiram quase 50% da riqueza gerada em cada ano pela produção nacional) e dos volumosos défices orçamentais, constituir a questão do “aborto” como uma matéria referendável, traduz um autêntico contra-senso económico, para além de se constituir um verdadeiro Crime contra a Vida, punível penalmente pelo Direito, seja qual for o prisma sobre que se analise o problema.
Um problema, que, podendo ser “eficaz” (na medida em que “resolve” um outro problema às mulheres e aos homens que não querem dar seguimento a uma Vida que geraram em conjunto), não é, de todo, uma “solução eficiente”, atento os efeitos nocivos que a “liquidação de vidas humanas” viáveis para nascer, produzem sobre a capacidade produtiva e sobre os meios de geração de riqueza de uma Nação, apenas contribuindo para se acentuarem os desequilíbrios nas Contas públicas, na contracção da Oferta de Trabalho, nos défices interno e externo, na própria geração de Riqueza.
Enfim, um problema cuja “solução” também não respeita a “Equidade”, atento que não resulta da sua descriminalização uma a decisão em que se processa uma “distribuição dos rendimentos entre os indivíduos” que verifique o primado do “suum cuique tribuere”, não existindo “justiça comutativa” que regule as trocas (“commutatio”) entre os seres humanos envolvidos, pois tal troca nunca será “justa”, na medida em que cada parte não recebe o equivalente àquilo que ofereceu: o “aborto”, enquanto “acção (humana)” acaba por se traduzir na destruição, por uma das partes, de algo que possui um determinado valor, impossibilitando receber da outra parte, em troca, uma outra coisa que contenha um valor equivalente sobretudo porque esse Ser Humano pode e seria, certamente, adoptado por Famílias que pagariam “qualquer preço” para o acolher no seu seio.
Um problema, que, por fim, sendo “individualmente” decidido, tem “efeitos externos” que são evidentes – subsidiação pelos Impostos de todos, de actos que nos são estranhos, indesejáveis ou no mínimo indiferentes – que devem merecer consagração jurídico-penal, como Delito Criminal, mas também como Crime Económico.
Descriminalizar, com ou sem Referendo, este(s) Crime(s) tem como resultado esperado, a geração de “efeitos multiplicadores” sobre a sua ocorrência, com consequências tangíveis sobre a Vida do Ser Humano que é seu objecto e impactos sensíveis sobre a própria Vida Económica, já sumariamente referenciados.
Diferentemente, é possível sustentar que uma verdadeira Reforma dos Sistemas de “Segurança Social” e uma fundamental Reforma Fiscal podem caminhar a par, seja, por exemplo, por um lado, através de mecanismos fiscais que incentivem um efectivo aumento das Taxas de Natalidade (através de poderosos Benefícios Fiscais – não “despesa do Estado”! – por cada filho nascido, com extensão, circunscrita, ao financiamento que os seus Pais assegurem à sua educação e formação,… e… com criminalização efectiva do “aborto”), ou através de Benefícios Fiscais às Empresas que apostem em Políticas de Responsabilidade Social, que fomentem a empregabilidade de estrangeiros (acabando com as políticas altamente restritivas que os Estados ocidentais, xenofobicamente, vêm impondo à entrada de estrangeiros nos seus territórios – sabido que, aqueles que nos escolhem para trabalhar, querem adoptar a nossa “nacionalidade” para, produtivamente, ocuparem postos de trabalho que os nossos “desempregados” rejeitam… revelando-nos uma capacidade e produtividade extraordinária – traduzida, também, em mais receitas fiscais e para os cofres da Segurança Social – e só comparável à dos nossos emigrantes na diáspora!)…
Para finalizar, não vou lançar mais achas para a fogueira da “propaganda gay” que vai fustigando televisões e media em geral: Como heterossexual, também não sou contra – concordando, como raramente me acontece, com MST e, também, com um “marialva” meu amigo –, seremos cada vez menos, mas não nos importamos assim tanto…
E, com estas reflexões me fico, para me sujeitar às chamas vivas da Inquisição dos novos fundamentalistas (e porque como escrevia Pessoa, “a ironia é o primeiro indício de que a consciência se tornou consciente”) porque espero continuar a ser pela Liberdade de cada um de nós fazer o que bem entende da sua Vida, desde que não colida com as opções, Liberdade e Vida dos outros…. Com tempo, paciência e dinheiro que me permita continuar a viver e a ser livre para poder dizer o que penso antes de ser trucidado pelos ditadores “radicais-chiques”! Feliz Natal para vocês também!

12:11 da tarde  

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