quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Têxteis: Marques Mendes acusa ministro da Economia de desprezar sector

Famalicão, 15 Fev (Lusa)

O líder do PSD, Luís Marques Mendes, acusou hoje o ministro da Economia, Manuel Pinho, de "desprezar o sector têxtil e as suas associações empresariais".

"A atitude de desprezo deste Governo pelo sector têxtil é muito negativo", afirmou Marques Mendes em Famalicão, frisando que "são várias as associações que se queixam que o ministro não tem tempo para as receber, ou seja, não tem tempo para as ajudar a dar vazão aos problemas".

O do líder do PSD falava aos jornalistas no final das visitas que fez à empresa de confecções Ímpetus de Esposende e ao Citeve - Centro Tecnológico da Indústria Têxtil e do Vestuário de Vila Nova de Famalicão.

A deslocação de Marques Mendes insere-se num conjunto de "semanas" de carácter temático, a primeira das quais englobou contactos com os parceiros sociais e a segunda com o sector da justiça, sendo a actual dedicada ao sector têxtil , do vestuário e do calçado.

Marques Mendes acentuou que "o sector têxtil é um dos mais importantes da economia nacional, envolvendo 200 mil postos de trabalho e um grande volume de exportações, pelo que não pode ser desprezado pelo Governo".

Lembrou que "grande parte da indústria está concentrada no Vale do Ave e na Beira Interior, com empresas boas e competitivas, mas com outras em grande dificuldade", sublinhando que "a sua modernização é fundamental para a economia nacional e para a coesão social".

"A taxa de desemprego no Vale do Ave atinge os 14 por cento, quase o dobro da média nacional, que é de oito", lembrou, acusando Manuel Pinho de andar em anúncios e cerimónias de propaganda, mas esquecendo o país real e as empresas que precisam de ser estimuladas para exportarem mais.

Marques Mendes aproveitou para sugerir ao Governo que sensibilize os investidores estrangeiros que vierem a concretizar as suas intenções em Portugal para se instalarem no Vale do Ave ou noutras regiões do país, onde "há um grande problema social de desemprego e que precisam de apoio ao seu desenvolvimento".

Questionado sobre o projecto de encerramento de escolas do Ministério d a Educação, Marques Mendes disse que a questão "não pode ser decidida de forma tecnocrática em Lisboa".

"É preciso actuar com muito cuidado e, sobretudo, em articulação com as autarquias locais que conhecem a realidade territorial e social e a evolução dos alunos que frequentarão as escolas", defendeu, recomendando "muita cautela, dado que estão em causa decisões que afectam muitas regiões".

LM.
Lusa

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